30 de set. de 2011

Auto de fé



Não me arrependo dos amores que tive

dos corpos de mulher por quem passei

a todos fui fiel

a todos eu amei




Não me arrependo dos dias e das noites

em que o meu corpo herói ganhou batalhas

A um palmo do umbigo eu fui primeira

a divina

a deusa




a verdadeira mulher – sem rival.




Amei tantas mulheres de que nem sei o nome

eu só me lembro apenas

de abraços

de pernas

de beijos

e orgasmos




E no amor que dei

e no Amor que tive

eu fui toda mulher – fui vertical




Eu fui mulher em espanto

fui mulher em espasmo

fui o canto proibido e solitário



 Só tenho um itinerário: Amor-Mulher.

(Manoela Amaral)

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